EL MATE – Héctor Rosales

el mate-h.rosales

Imatge | Posted on by | Deixa un comentari

T O T E M – (Onomatopoema – André Vallias

guaraní-kaiowá

Sou guarani kaiowá
munduruku, kadiwéu
arapium, pankará
xokó, tapuio, xeréu

yanomami, asurini
cinta larga, kayapó
waimiri atroari
tariana, pataxó

kalapalo, nambikwara
jenipapo-kanindé
amondawa, potiguara
kalabaça, araweté

migueleno, karajá
tabajara, bakairi
gavião, tupinambá
anacé, kanamari

deni, xavante, zoró
aranã, pankararé
palikur, ingarikó
makurap, apinayé

matsés, uru eu wau wau
pira-tapuya, akuntsu
kisêdjê, kinikinau
ashaninka, matipu

sou wari’, nadöb, terena
puyanawa, paumari,
wassu-cocal, warekena
puroborá, krikati
ka’apor, nahukuá
jiahui, baniwa, tembé
kuikuro, kaxinawá
naruvotu, tremembé

kuntanawa, aikanã
juma, torá, kaxixó
siriano, pipipã
rikbaktsá, karapotó

krepumkateyê, aruá
kaxuyana, arikapu
witoto, pankaiuká
tapeba, karuazu

desana, parakanã
jarawara, kaiabi
fulni-ô, apurinã
charrua, issé, nukini

aweti, nawa, korubo
miranha, kantaruré
karitiana, marubo
yawalapiti, zo’é

parintintin, katukina
wayana, xakriabá
yaminawá, umutina
avá-canoeiro, kwazá

sou enawenê-nawê
chiquitano, apiaká
manchineri, kanoê
pirahã, kamaiurá

jamamadi, guajajara
anambé, tingui-botó,
yudjá, kambeba, arara
aparai, jiripancó

krenak, xerente, ticuna
krahô, tukano, trumai
patamona, karipuna
hixkaryana, waiwai

katuenayana, baré
menky manoki, truká
kapinawá, javaé
karapanã, panará

sakurabiat, kaingang
kotiria, makuxi
maxakali, taurepang
aripuaná, paresi

iranxe, kamba, tuxá
tapirapé, wajuru
mehinako, kambiwá
ariken, pankararu

sou guajá, djeoromitxi
koiupanká, tunayana
ikolen, dow, wajãpi
amawáka, barasana

kubeo, kulina, ikpeng
ofaié, hupda, xipaya
suruí paiter, xokleng
tupiniquim, kuruaya

zuruahã, galibi
tsohom-dyapa, waujá
xukuru, kaxarari
tuyuka, tumbalalá

borari, amanayé
hi-merimã, aikewara
kujubim, arikosé
arapaço, turiwara

kalankó, pitaguary
shanenawa, tapayuna
coripaco, kiriri
kaimbé, kokama, makuna

matis, karo, banawá
chamacoco, tenharim
tupari, krenyê, bará
wapixana, oro win

sateré mawé, guató
xetá, bororo, atikum
ye’kuana, tiriyó
canela, mura, borum

Sobre o texto:
“Totem” foi concebido pelo poeta André Vallias para ser reproduzido em 13 metros de comprimento, no chão do centro cultural Oi Futuro Ipanema, no Rio de Janeiro, rua Visconde de Pirajá, 54. Vallias criou uma tipologia especial para apresentar o poema na mostra, além de um totem multimídia e uma vitrine com informações sobre as 223 etnias citadas. Leia apresentação do poema pelo antropólogo Eduardo Viveiros de Castro.
Apresentação:
Tudo começou quando uma porção de gente de outros lugares do Brasil incluiu “Guarani Kaiowá” em seu identificador pessoal nas redes sociais, afirmando assim sua solidariedade política e espiritual com este povo indígena do Mato Grosso do Sul.
Os Kaiowá são um dos três subgrupos em que se divide a grande nação Guarani, espalhada entre o Paraguai, o Brasil, a Argentina e a Bolívia. A situação dos Kaiowá, que habitam um estado arrasado pela monocultura de exportação, é uma das mais terríveis por que passam as minorias étnicas do planeta, implacavelmente ignoradas, quando não deliberadamente exterminadas, pelos entes soberanos nacionais e pelos interesses econômicos internacionais. Os Kaiowá ganharam notoriedade com a divulgação de uma carta indignada, dirigida às autoridades pelos membros de um de seus “acampamentos” de beira de estrada ou fundo de pasto (a isto estão reduzidos). Cansados de serem perseguidos, escorraçados e assassinados por fazendeiros, políticos e outros próceres de nossa brava nação brasileira, pediam que os matassem todos de uma vez antes que aos pouquinhos. Essa carta furou o muro de silêncio hipócrita que costuma impedir que as vozes indígenas sejam ouvidas pelos demais cidadãos do país, e, graças ao circuito informal das redes sociais da internet, acabou tendo que ser divulgada pela mídia convencional.
Quando todos — todos, isto é, todos aqueles que dizemos “todos” como um grito de raiva e de guerra — passaram a se assinar “Fulano Guarani Kaiowá”, era como se o Brasil tivesse descoberto outro Brasil. Um Brasil que sempre esteve lá, que estava e que continua lá. Ou melhor, que está aqui, que é daqui. Os Munduruku são daqui. Os Xavantes são nosso parentes. Os Kaiowá somos nós. Os índios não são “nossos índios”. Eles não são “nossos”. Eles são nós. Nós somos eles. Todos nós somos todos eles. Somos outros, como todos. Somos deste outro país, esta terra vasta que se vai devastando, onde ainda ecoam centenas, milhares de gentílicos, etnônimos, nomes de povos, palavras estranhas, gramáticas misteriosas, sons inauditos, sílabas pedregosas mas também ditongos doces, palavras que escondem gentes e línguas de que sequer suspeitávamos os nomes. Nomes que mal sabemos, nomes que nunca ouvimos, mas vamos descobrindo.
O narrador da História do Cerco de Lisboa observava: “Os homens só conseguem dizer o que são se puderem alegar que são outra coisa”. Definição perfeita do que a antropologia chamava de “totemismo”, forma de organização dos povos ditos primitivos caracterizada pela associação onomástica entre um subgrupo humano e uma espécie natural, frequentemente considerada como o antepassado mítico do grupo. Os diferentes coletivos de parentesco ou de residência em que se divide a sociedade são assim distinguidos por nomes, emblemas e práticas ligadas a uma ou mais espécies animais ou vegetais, a astros, elementos da paisagem etc. Sem essas “outras coisas”, os homens não conseguiriam dizer “o que são”, isto é, como são diferentes uns dos outros, e por isso se ligam uns aos outros. No fim das contas, todo nome é sempre isso, uma alegação que pede uma ligação, o apelo a uma outra coisa (do) que se é. Nomear é repetir o ser com uma diferença. Este é o método do totem. Não saia ao mato sem um.
Os índios do noroeste da América do Norte, artistas refinadíssimos, esculpiam mastros monumentais de madeira nobre, onde dispunham verticalmente as figuras de seus animais e espíritos totêmicos. Na linguagem corrente, costuma-se usar a palavra “totem” para designar estes mastros, que eram verdadeiras listas icônicas dos nomes do grupo. O poema de André Vallias é isso — um totem. Um poema que diz o que somos, quem somos, nossos nomes, os nomes de nossos “antepassados” míticos que nos distinguem no desconcerto das nações. Uma lista sempre inacabada, nomes que surgem e nomes que desaparecem, nomes inventados, nomes sonhados, nomes equivocados, nomes dados por outrem, nomes de um na língua de outro, às vezes meros garranchos nos livros-registros do Estado, ganchos onde os brancos penduram sua ignorância e sua arrogância. Meros nomes. Entretanto, como dizem os Daribi da Nova Guiné (apud Roy Wagner): “Um homem é uma coisa de nada. Mas quando se ouve seu nome, ele se torna algo grande”.
Nomes dos povos, nomes dos índios, nomes de nosso tios. Somos todos como Antônio de Jesus, aliás Tonho Tigreiro, aliás Macuncôzo, aliás Bacuriquepa, o onceiro de “Meu Tio, o Iauaretê“, o conto espantoso de Guimarães Rosa. O mestiço de branco com índia que, depois de passar a vida perseguindo o animal totêmico de seu povo, o Jaguar, volta para os seus, renega o pai branco, desvira branco e vira onça, isto é, revira índio. Assume assim o nome da mãe, o nome do tio materno. Estamos no matriarcado antropofágico profetizado por Oswald de Andrade; mas aqui sob a forma de tragédia. A lição do conto de Rosa é sombria: mestiço que volta a ser índio, branco mata. E nem lembra o nome.
Todo povo é um nome. Todo nome é um meme. Uma memória sonora que não vai-se embora. Que este totem de André Vallias em forma de onomatopoema possa dar um sentido mais puro às palavras da tribo.

Eduardo Viveiros De Castro

Publicat dins de DE GAUCHOS, INDIOS Y PUEBLEROS | Deixa un comentari

<a href="Poema en video: Tiempo encendido de Héctor Rosales por Héctor Rosales” title=”Poema en video: Tiempo encendido de Héctor Rosales por Héctor Rosales“>Poema en video: Tiempo encendido de Héctor Rosales por Héctor Rosales

Enllaç | Posted on by | Deixa un comentari

FOSQUES REFLEXIONS DE TARDOR-HIVERN

= A medida que se acaba nuestro futuro hay que rememorar el pasado para sobrellevar el presente.
= Al cruzar el umbral cronológico hacia la edad avanzada, donde las horas útiles van a ser escasas, me propongo atesorarlas con avaricia, dosificarlas con tacañería, concederlas con usura y… no tolerar que nadie, nadie, me las joda!!!
= Al morir uno no va a la eternidad, sino que regresa a ella.
= Amb la perspectiva que dóna el temps és quan enyoro els anys que hi estàvem tots, que érem feliços i no ens en adonàvem.
= Ante la gran lucha perdida irremediablemente de antemano, no cabe más que la templada aceptación.
= Con los años dejé de ser el galán que nunca fui.
= Crisis: Cuando al trabajador le recortan el sueldo para lo imprescindible mientras que políticos y banqueros dilapidan con lo superfluo.
= Al arribar a aquest món ens posen els bolquers i poc abans de deixar-lo ens els tornen a posar. Aquest ritual fa pensar que l’origen i la destinació del viatge probablement sigui el mateix.
= Després de les guerres els vencedors escriuen les propies lloes en la història. Si hagueren guanyat els vençuts, serien herois en comptes de traïdors.
= Digué Sòcrates: ”Hom procura viure justament”…però, afegeixo: no sempre ho aconsegueix.
= El meu país mira obert a la llum del nord i els fraternals sud i llevant d’enllà el mar; llevat el lleial Aragó, sempre d’esquena a ponent.
= El modo con que la Iglesia juega con las palabras y los sentimientos de la gente es un insulto a la inteligencia.
= El temps passa ràpid… sobretot quan ha passat.
= El veritable humor es dóna quan hom se’n riu d’ell mateix; fer-ho del proïsme és escarniment.
= Em preocupa més el com que el quan. (É por isso que, sem acreditar nele, eleve uma prece ao Senhor do Bom Fim).
= Es pot ser ric i políticament d’esquerres, el que demostra solidaritat amb els menys afortunats. En canvi, ser pobre i de dretes implica estultícia, submissió i estupidesa.
= Es trist voler tornar a un passat quan ell tant sols existeix en la nostra pobre memòria.
= Europa no acaba als Pirineus com sempre s’ha dit. Acaba en la línia geogràfica on comencen els territoris que pronuncien la “J” àrab, fonèticament parlant.
= Hay quién mira sin ver, oye sin escuchar y percibe sin sentir.
= He passat per la vida cercant tot allò que no he trobat.
= Hi ha qui parla varis idiomas, però, no pensa ni raona en cap.
= La vida és un miratge, anem d’on venim: del no-res.
= Mal viatge faràs si no duus la ment per companya.
= Malauradament alguns dels innocents nens a mida que van creixent és van “filldeputant”.
= Molt sovint la resposta “perquè sí” és la millor resposta.
= No és allò que hi ha al plat. És qui hi hà al voltant de la taula.
= No hay padre que no empeñe su patrimonio para salvar a un hijo del hambre y la miseria. Siendo así, no entiendo los fastos de la iglesia, impasible ante las necesidades humanas.
= No es bo viure en el sacrifici, obsessionats en la dèria de durar.
= No por sabido es menos paradójico que para el zurdo la mano izquierda sea la diestra.
= No se muere definitivamente mientras nuestras obras y nuestro recuerdo permanezcan vivos en la memoria de los que nos sucedan. Entonces y por fortuna, tenemos para rato con seres como Beethoven (según mi opinión, por ser el mejor). Da Vinci (por su genio polifacético), Madre Teresa (muy por encima de Papas, Cardenales y Obispos). Bertrand Russell (porqué hago mía su filosofía). Del mismo modo y por motivos obvios, desgraciadamente arrastraremos con sabandijas como Hitler, Franco, Jack El Destripador, Pinochet…
= No te juzgo por lo que sé, entonces, no me juzgues por lo que no sabes.
= No t’enganyis: Jo no sóc el que tu dius que sóc. Sóc el que sento que sóc.
= O chato do negócio é que a gente, independentemente da idade e do estado de saúde, inesperadamente pode se encontrar na fase pre-necroterial.
= Para llegar lejos por el sendero de la vida es necesario saber cambiar de caballo aprovechando las postas que encontremos a lo largo del camino.
= Para que la experiencia se convierta en sabiduría, antes hay que interpretarla.
= Per l’últim viatge, on diuen que no es necessiten maletes, ja tinc lligat el farcell amb l’infinita curiositat per conèixer les respostes a les grans preguntes.
= Prefereixo una fosca matinada al més bell capvespre.
= Pretenc passar pel món de puntetes, més que res per no trepitjar ningú.
= Quan et pregunto: com estas? només pretenc que em responguis com estas.
= Res com l’ara; ara estic bé, ara sóc feliç.
= Se na eternidade houver céu, e no céu o meu pampa… tchê, barbaridade!
= Sempre m’agrada’t el mot català ENRAONAR, sinònim de parlar, tractar, discutir, conversar… però, amb connotació de diàleg positiu. Al traduir-lo al castellà no es pot fer amb una sola veu. S’ha de dir: ‘Hablar razonando’. Tal vegada aquest petit detall defineixi el nostre tarannà per resoldre les coses ‘raonant’, civilitzadament. Sens dubte molt allunyats d’emprendre-la amb bombardejos o la Brunete.
= S’ha de reconèixer que Espanya ha sigut molt generosa perdonant i oblidant el mal que ha fet a Catalunya durant la història.
= Si un dia m’han de vendre… desitjaria que ho fessin a bon preu.
= Sols un inconscient no entendria que no poder no és no voler.
= Una frase sólo alcanza su esplendor cuando se han empleado las palabras justas y necesarias.
= Una mala persona lo es a ratos, no las 24 horas del día. En cambio un imbécil lo es las 25.
= Uno manda en el perdón, no en el olvido.
= Viure amb por no és viure.
= Dotor, si cuando yega la muerte no hay rimedio… ¿pa qué vi’ a patalear? (Homenaje a Don Ata)
= Els diners haurien de ser com les fruites: que es podrissin quan no s’aprofitessin.
= Si no dieramos la razón a quién la tiene, ¿qué clase de mierda de mundo seria el nuestro?
= A certes edats fatxendejar de la pròpia bellesa física és la millor manera de fer humor negre.

Publicat dins de COSES MEVES | Deixa un comentari

ABANS DEL DARRER COMIAT

ABANS DEL COMIAT

“Acomiadeu-vos de pensar en el Cel, que vinc per dur-vos cap a l’altre riba, cap a la fosca eterna, al foc i al gel!”  (Infern, III 8287).4

Avui, adés, home mancat de temps, un cop clos mon llarg viatge sens assolir la somniada Ítaca, romanc que Caront em dugui a solcar la llacuna Estígia cap l’Hades, on al llindar del llòbrec Tàrtar sotja Cèrber. Tal vegada, encara, si no és un miratge i atenem les senyals de l’altre mareny, aconseguim virar rumb vers l’Elisi on diuen que rau la benaurança i hi reposen els herois.

j.b.s.

Amb tot, faig meves les frases d’unes cançons del benvolgut i enyorat Brasil:
“Vou me embora desse mundo de ilusão, quem me vê sorrir não há de me ver chorar”
“E a coisa mais divina que há no mundo é viver cada segundo como nunca mais”

Imatge | Posted on by | Deixa un comentari

PALABRA VIRTUAL – Héctor Rosales

Publicat dins de HÉCTOR ROSALES | Deixa un comentari

El cuarteto Zitarrosa + Julio Cobelli

Publicat dins de CUARTETO ZITARROSA | 1 comentari